I didn't cook, but I had wonderful meals. British-influenced at breakfast (probably around 90% of the guests there were British, so plates were filled with fried, scrambled or boiled eggs, beans or pancakes, but our very Portuguese "pastéis de nata" had their place as well), fish-centred at dinner. I was staying in a hotel in front of a beach in the Algarve, so I couldn't miss the opportunity of having wonderful recently-caught fish: once grilled, the second time cooked in salt (what a treasure!)
And wow, what a void when I came back home: both because I miss my short holidays already and because I didn't have any cookies or cake made. As I came back still half-thinking in English, I surrendered to what came to mind first: simple scones.
But then I thought: if Catherine of Braganza introduced the custom of drinking tea in England, why should our gastronomic influence stop there? After all, there are so many wonderful Portuguese ingredients and products people all over the world should be lucky to taste. Like our butter. Your scones won't go to the next level unless you have at least once tried them with some silky Portuguese butter, each bite feeling like a little piece of heaven. Pretty much like my short break.
I spread silky Lacticínios das Marinhas butter (traditionally made, with no preservatives) on my scones. Yum...
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Como alguns de vocês se devem ter apercebido no Facebook, fui passar umas mini-férias este fim de semana. Finalmente tive direito a um merecido descanso e, ainda melhor, estava tanto calor que passei a maior parte do tempo na piscina - maioritariamente na conversa, enquanta olhava para o oceano, a olhar para as pessoas ou até para os pássaros (de algum modo também me senti um bocadinho livre), e a nadar muito também.
Não cozinhei, mas fiz refeições maravilhosas. Influenciadas pela tradição britânica ao pequeno almoço (provavelmente cerca de 90% dos hóspedes ali eram britânicos, por isso os pratos estavam cheios de ovos estrelados, mexidos ou cozidos, feijão, ou panquecas, mas os nossos pastéis de nata portugueses também tinham o seu lugar), centradas em peixe ao jantar. Estava num hotel em frente a uma praia no Algarve, não podia deixar passar a oportunidade de provar peixe acabadinho de apanhar: uma vez grelhado, a segunda vez ao sal (que tesouro!)
E bem, que vazio quando voltei a casa: tanto porque já sinto saudades das minhas férias como porque não tinha cá bolachas nem bolo feitos por mim. Como vim ainda a pensar meio em inglês, rendi-me ao que me veio primeiro à cabeça: scones simples.
Então pensei: se a Catarina de Bragança introduziu o hábito de beber chá em Inglaterra, por que é que a nossa influência gastronómica devia parar aí? Ao fim e ao cabo, há tantos ingredientes e produtos portugueses maravilhosos que as pessoas por todo o mundo deviam ter a sorte de provar. Como a nossa manteiga. Os vossos scones não vão passar ao próximo nível até os terem provado pelo menos uma vez com uma manteiga portuguesa sedosa, cada dentada como se fosse um pequeno pedaço de céu. Como as minhas mini-férias.
Então pensei: se a Catarina de Bragança introduziu o hábito de beber chá em Inglaterra, por que é que a nossa influência gastronómica devia parar aí? Ao fim e ao cabo, há tantos ingredientes e produtos portugueses maravilhosos que as pessoas por todo o mundo deviam ter a sorte de provar. Como a nossa manteiga. Os vossos scones não vão passar ao próximo nível até os terem provado pelo menos uma vez com uma manteiga portuguesa sedosa, cada dentada como se fosse um pequeno pedaço de céu. Como as minhas mini-férias.
Numa taça mexam 230g de farinha, uma pitada de sal, 1 colher de chá de fermento e 50g de açúcar. Adicionem uma colher de sopa de margarina amolecida, 1 ovo e 6 colheres de sopa de leite. Passem colheres da mistura para um tabuleiro próprio para scones, previamente untado com margarina. Cozam os scones durante 15 minutos em forno a 180ºC.
Barrei a sedosa manteiga Lacticínios das Marinhas (feita tradicionalmente, sem conservantes) nos meus scones. Yum...



































